Eletricidade estática

Dá-se o nome de eletricidade estática as cargas elétricas em repouso.

Um corpo poderá estar eletrizado positiva ou negativamente. Quando um corpo recebe elétrons diz-se que ele possui carga elétrica negativa; se porem um corpo cede elétrons, ele fica com falta de elétrons, tornando-se carregado positivamente.

Lei de atração e repulsão das cargas elétricas

A lei de atração e repulsão das cargas elétricas diz que cargas de nomes iguais se repelem e cargas de nomes contrários se atraem.

Ao tocarmos um corpo carregado positivamente em outro sem carga alguns elétrons do corpo neutro passarão para o corpo positivo devido á lei da atração e da repusão.

O corpo que estava eletricamente neutro tornou-se carregado positivamente porque cedeu elétrons; a isto chamamos; transferência de cargas por contato.

Descargas estáticas

Sempre que dois corpos com cargas contrárias são postos um próximo do outro, o excesso de elétrons de um deles será atraído na direção daquele que esta com falta de elétrons. Se ligarmos um fio entre eles, esse fio se torna um caminho para que os elétrons possam se deslocar no sentido do corpo positivo até que haja um equilíbrio elétrico entre eles.

Se aproximarmos dois corpos com cargas opostas bastantes elevadas, os elétrons poderão pular do corpo negativo para o positivo antes que eles se toquem. Nesse caso, diz-se que a descarga deu-se por arco voltaico.

As grandes descargas elétricas são chamadas raios e a principal criadora deles é a própria natureza.

Nos dias quentes, é grande a evaporação de umidade. Nas camadas mais latas e mais frias da atmosfera o vapor d’água forma gotas que caem devido ao seu peso. Essas gotas caem sem atingir o solo porque evaporam-se novamente ao encontrar com as correntes ascendentes de ar quente. Pelo atrito que ai ocorre, são extraídas das moléculas da água ao elétrons livres a elas aderentes. Esses elétrons acumulam-se nas nuvens que assim ficam carregadas de eletricidade.

Quando as cargas elétricas atingem um vapor muito elevado, os elétrons saltam em forma de centelha (relâmpagos)  para outras nuvens ou para a terra.

Para que haja uma proteção contra os raios, instala-se um para-raios nos pontos mais altos de uma residência, indústria ou edifício.

O pára-raio  é feito de uma haste metálica que termina em várias pontas revestidas de platina e um cabo metálico muito bem ligado á terra.

As pequenas descargas elétricas são chamadas faíscas e aparecem sempre que haja corpos em atrito. Todos os caminhões tanques, que transportam combustível, possuem na parte de trás uma corrente pendurada, que nas valetas toca a terra, proporcionado assim a descarga da eletricidade estática acumulada no tanque.

Eletricidade produzida por ficção

A fricção ou atrito é a principal fonte geradora de eletricidade estática.

Toda vez que atritarmos dos corpos diferentes, retiram-se alguns elétrons de um dos corpos, enquanto que o outro corpo aprisiona estes elétrons.

O corpo que aprisionou o elétron adquiriu uma carga elétrica negativa, e o coro que cedeu elétrons adquiriu uma carga elétrica positiva.

Este deslocamento de elétrons é provocado pelo aquecimento dos corpos durante o atrito, o qual provoca uma aceleração na velocidade dos elétrons, aumenta a força centrifuga no núcleo dos átomos o que possibilita a fuga dos elétrons.

Algumas substâncias que facilmente produzem eletricidade estática são vidros, âmbar, ebonite, ceras, flanelas, sedas, nylon, rayon, etc.

Quando se esfrega um bastão de ebonite com uma flanela, esta última perde elétrons para o bastão.

O bastão fica carregado negativamente e a flanela fica carregada positivamente.

Eletricidade produzida por pressão

As cargas elétricas produzidas por pressão aparecem todas as vezes que nos falamos ao telefone ou a microfone, da seguinte forma: as ondas sonoras exercem uma pressão sobre um imã, gerando assim uma corrente elétrica, que é transmitida através de fios ate um receptor. Os microfones usados nas emissoras de radio e TV, geralmente operam segundo este principio. Outros microfones, no entanto, convertem as ondas de pressão do som diretamente em eletricidade.

O quartzo, a turmalina e os saios de Rochelle, são matérias que ilustram o principio da pressão como fonte de eletricidade.

Se um cristal feito de um destes matérias for colocado entre duas placas metálicas e se uma pressão for aplicada sobre elas, obtém-se uma carga elétrica produzida por pressão. A grandeza da carga dependerá da pressão.

O uso da pressão como fonte de eletricidade, é largamente observado em aparelhos de pequena potencia, como por exemplo nos toca-discos, os quais usam um cristal no seu braço, que conforme a pressão recebida nas variações do disco, gera uma corrente de valores variados, as quais são conduzidas a um amplificador e depois de amplificadas saem através do alto- falante com forma de som.

Eletricidade produzida por calor

Outro método de se obter eletricidade, é o de conversão direta do calor em eletricidade pelo aquecimento de uma junção de dois metais diferentes.

Se um fio de cobre e outro de ferro forem torcidos juntos de modo a formar uma junção, e se esta junção for aquecida, uma carga elétrica será produzida.

A quantidade de correntes obtidas dependerá da diferença de temperatura entre a junção e a outra extremidade dos metais. Quanto maior for a diferença de temperatura, maior será a carga produzida.

Uma junção desse tipo é denominada elemento térmico e produzirá eletricidade enquanto o calor estiver sendo aplicado.

Os elementos térmicos não fornecem grandes quantidades de carga e assim sendo não podem ser empregados na obtenção de potencia elétrica.

Eles são usados normalmente em combinação com instrumentos termoindicadores para a apresentação visual direta da temperatura em graus.

Sua aplicação maior é nos pirômetros dos fornos de altas temperaturas.

Eletricidade produzida pela luz

Certas substancias ao serem atingidas pela luz serão capazes de conduzir, com certa facilidade, as cargas elétricas ou produzir as cargas elétricas.

Em resumo: convertem energia luminosa em carga elétricas. Destes efeitos o mais utilizado é o da produção de cargas elétricas pela fotocélula, que ocorrerá quando seu material sensível for expostos a luz.

A fotocélula é um conjunto metálico, composto de três camadas de formato circular, sendo uma de ferro, a outra de material translúcido ou quase transparente que permita a passagem de luz e a camada do centro, feita de uma liga de selênio.

A luz passa pelo material transparente, atinge o selênio o qual gera uma corrente elétrica entre as camadas.

Se um medidor for ligado a esse conjunto, será possível medir a corrente produzida.

O uso mais comum desse tipo de célula e o maior de luz ou fotômetro, usado em fotografia para medir a intensidade de luz em um recinto.

A célula fotoelétrica, comumente chamada de “olho elétrico” funciona segundo o mesmo principio da fotocélula. A célula fotoelétrica, no entanto, depende de uma bateria ou de alguma fonte de tensão elétrica para cumpri sua função de detetar variação de luminosidade.

A célula fotoelétrica tem muitos usos, dentre eles, controle automático de portas, de maquinas de projeção cinematográficas, controle automático contra roubos, etc.

 Eletricidade produzida por ação química

Uma fonte de eletricidade de uso comum é a ação química que tem lugar nas pilhas e as baterias são usadas com frequência em situações de emergência e como fonte portátil de eletricidade.

Célula primaria                                                                                                       A célula primaria se compõe de uma cuba, duas placas metálicas diferentes e um liquido chamado eletrólito de solução.

O eletrólito empurra os elétrons de uma placa para outra. Isso gera um excesso de elétrons ou carga negativa em uma das placas de modo que um fio ligado a esta placa recebe o nome de terminal negativo. A outra placa perde elétrons e assim fica carregada positivamente e se for ligado um fio a ela, recebera o nome de terminal positivo.

A placa negativa será de zinco e a positiva de cobre.

Com os terminais desligados, os elétrons são empurrados para a placa negativa até que não haja mais espaço para eles. Desse modo, a placa fica com a sua carga máxima.

Ligando-se um fio entre as placas, conforme pode-se observar no desenho anterior, os elétrons deixam o pólo negativo e caminhando através do fio até o pólo positivo, o qual esta com falta de elétrons. Imediatamente o eletrólito transportará novamente, elétrons para a placa negativa.

Enquanto o eletrólito estiver transportando os elétrons, a placa negativa vai se consumindo devido á ação química. Na placa positiva haverá um desprendimento de bolhas de gás.

Chegará um ponto em que a placa negativa se dissolverá completamente no eletrólito pela ação química  então a célula estará morta.

A pilha seca, que é a pilha comum usada em rádios portáteis e lanternas, por exemplo, se compõe de um recipiente de zinco, que é, ao mesmo tempo, a placa negativa, de um bastão de carbono servindo como placa positiva suspenso no centro do recipiente e, finalmente, uma solução pastosa de cloreto de amônio constituído o eletrólito.

No fundo do recipiente há um disco de papel alcatroado, cuja finalidade é impedir que o bastão de carbono toque no zinco.

Na parte superior, o recipiente contem camadas de serragem, areia e resina. Estas camadas mantem o cilindro de carvão na posição correta e impedem vazamento do eletrólito.

Quando uma pilha seca fornece eletricidade, o recipiente de zinco e o eletrólito são gradualmente consumidos. Após o termino do zinco e do eletrólito utilizáveis, a pilha não mais fornece carga e tem de ser substituída. A pilha seca também chamada Leclanché tem muito pouco peso e é portátil além de outras propriedades que a tronam praticamente preferida as demais pilhas primarias.

A força eletromotriz (f.e.m) de uma pilha seca é de 1,5 a 1,6 volts quando nova, caindo lentamente conforme vai sendo usada.

Célula secundaria            

                                                                                         

A célula secundaria ou pilha secundária, conhecida também como acumulador se baseia nos mesmos princípios fundamentais da célula primaria diferindo da outra na maneira de ser restaurada.

As células primarias uma vez descarregadas não podem ser mais usadas. As secundarias, porem, além de fornecerem uma quantidade de corrente maior, ainda podem ser recarregadas.

Há somente dois tipos de células usadas comumente como acumuladores:

˚célula chumbo-chumbo ácido;                                                                                               ˚célula férro-níquel alcalino.

O funcionamento da célula chumbo-chumbo ácido se baseia nas relações químicas geradas entre, ácido sulfúrico e o chumbo. Isso pode ser ilustrado por meio da seguinte experiência: duas tiras de chumbo são mergulhadas em um vaso contendo ácido sulfúrico diluído tendo um peso especifico de aproximadamente 1250.

Essas tiras são ligadas a uma fonte de corrente contínua. Quando a corrente circula por esta pilha, forma-se e escapam bolhas de gás em ambas as placas, mas em uma das placas a formação de bolhas é muito maior que na outra. Depois de um curto período de tempo vê-se que a coloração de uma das placas mudou para “chocolate-escuro”. e o chumbo tronou-se poroso.

Enquanto a pilha estiver carregando, a tensão vai até cerca de 2,5 volts, caindo para 2 volts quando se interrompe a corrente. Na descarga, a tensão cai lentamente até 1,75 volts. Depois, o decréscimo se torna mais rápido até chegar a zero.

Quando se faz passar uma corrente nessa célula, o chumbo metálico da placa positiva é convertido em peróxido de chumbo. A placa negativa, por sua vez, não sofre nenhuma alteração química, mas modifica-se de chumbo sólido para chumbo esponjoso.

Quando o elemento é descarregado, o peróxido de chumbo da placa positiva transforma-se em sulfato de chumbo e o chumbo esponjoso da placa negativa também converte-se em sulfato de modo que ambas as placas tendem a igualar-se eletroquimicamente.

Quando as duas placas são idênticas sob a forma de sulfato de chumbo, não há diferença de potencial entre elas.

Se as placas estiverem em condições diferentes, a positiva modificada para peróxido de chumbo e a negativa para chumbo esponjoso, uma f.e.m. existe entre elas.

Observe-se que, quando a bateria está sendo carregada, a única modificação tem lugar no eletrólito com a formação de ácido sulfúrico. Está é a razão do aumento do peso específico do eletrólito.

No momento que o acumulador está recebendo carga, o hidrogênio é liberado na placa negativa e o oxigênio na placa positiva.

Manutenção do acumulador de chumbo

O acumulador de chumbo requer muitos cuidados para a sua conservação; quando bem tratado, tem grandes durabilidade.

A solução deve ser preparada com ácido sulfúrico puro e água destilada, sendo uma parte de ácido para 3,5 de água, tendo-se o cuidado de adicionar lentamente o ácido na água, pois há grande desenvolvimento de calor na mistura.

As placas devem estar sempre cobertas pela solução que, sempre que necessário deve ser completada com água destilada, pois devido o aquecimento há sempre uma perda pela evaporação.

A bateria deve sempre receber cargas lentas e frequentes por que cargas rápidas e elevadas danificam suas placas.

Acumulador ferro-níquel alcalino ou acumulador Edison

Esse tipo de acumulador foi inventado por Thomas A. Edison em 1901 quando o amplo uso de baterias para o acionamento de carros, tratores, locomotivas, assim como para a iluminação de carro ferroviários de passageiros, reclamava um tipo leve e durável de acumulador.

A bateria de ferro-níquel é a única de uso comercial nos Estados Unidos. Seu pouco peso e durabilidade se devem ao emprego de aço em sua construção, tanto nas placas como no invólucro.

A placa positiva é constituída de um gradeado de aço-níquel, suportando também tubos de aço-níquel, nos quais se encontra o material ativo.

A placa negativa, geralmente, é de construção similar á placa positiva com a diferença de que o material ativo usado é constituído por óxido de ferro finamente pulverizado e contido em bolsas perfuradas fabricadas de aço níquel em vez de o serem em tubos.

Ligam-se em paralelo um certo número de placas para formar um grupo, dispondo mais uma placa no grupo negativo que no positivo.

Intercala-se então os dois grupos de placas, conjuntamente, separando-se as placas uma das outras por meio de tiras de ebonite.

O recipiente é de aço laminado a frio e ondulado para dar-lhe maior resistência. É soldado nas juntas e depois niquelado com uma espessa camada de níquel como proteção contra a oxidação. A tampa leva dois terminais e tem um orifício que serve ao mesmo tempo para encher o recipiente e dar saída aos gases.

O eletrólito utilizado se compõe de uma solução de 21% de potassa em água destilada á qual se adiciona uma pequena quantidade de óxido de lítio. Deste eletrólito não se desprendem gases corrosivos, de modo que não é necessário tomar nenhuma precaução para montar a unidade.

A finalidade de óxido de lítio é aumentar a duração e a capacidade de acumulador.

O tempo nominal para a carga deste tipo de acumulador é de 7 horas e 5 horas para a descarga com mesma corrente sendo o seu rendimento de aproximadamente 82%. A temperatura interna não deve exceder de 45°C

As vantagens do acumulador Edison consistem ser ele mais leve e mais forte que o de chumbo, podendo permanecer carregado ou descarregado por tempo indefinido sem alterar-se. Não há desprendimento de gases ácidos, podendo ser colocado em sala onde haja máquinas sem perigo de corrosão.

Para se substituir o eletrólito, o acumulador deverá primeiramente ser descarregado por completo até a tensão cair a zero deixando-o fechado em curto circuito durante duas horas ou mais. Depois disso, retira-se o eletrólito e imediatamente coloca-se o novo eletrólito. Deve-se manter o nível da solução completando-o, sempre que necessário, com água destilada para compensar a porção que se evapora com o tempo.

Quando se desejar guardar o acumulador Edison fora de serviço, deve-se descarrega-lo até chegar a zero, depois fechar em curto circuito seus bornes e em seguida guarda-lo.

O acumulador Edison não se deteriora por congelamento.

Um contraste notável pode-se observar entre ele e o acumulador de chumbo, pois este deve ser completamente carregado antes de ser armazenado ao passo que o acumulador Edison, deve ser completamente descarregado.

As principais desvantagens do acumulador Edison são: custo elevado, baixo rendimento e grande resistência interna.

Como o acumulador de chumbo é mais barato e tem rendimento maior, ele é o mais usado.

Veja Também: curso conserto de celular

Eletricidade produzida pelo magnetismo

O método mais usual da produção de eletricidade em larga escala deriva da utilização do magnetismo. A fonte de eletricidade através do magnetismo torna-se mais eficiente porque permite obter uma potência apreciável.

A eletricidade produzida em grande escala, capaz de mover grandes máquinas do nosso parque industrial, é conseguida com o uso do magnetismo.

Isto se verifica nos grandes geradores das usinas de força, as quais necessitam de uma fonte de movimento constante e eficiente.

Estas formas de movimento são conseguidas através da energia hidráulica, das caldeiras a vapor ou por motores a combustão interna.

Qualquer que seja a fonte de movimento, a potencia elétrica produzida nos geradores é resultante do corte de condutores por campos magnéticos.

Quando se desloca um condutor em torno de um ímã ou vice-versa produz-se eletricidade no condutor derivado ao magnetismo do ímã.

Movendo-se o condutor de modo que este corte o campo magnético do ímã produz-se eletricidade no condutor.

 

Imagine poder ganhar dinheiro e ainda ajudar o planeta? Pois bem, o artesanato com caixas de leite te ajuda a gerar um dinheiro a mais e ainda a contribuir com a sustentabilidade do planeta.

Bolsa com caixa

De acordo com uma matéria publicada no site Planeta Sustentável, o Brasil produz cerca de 260 mil toneladas de lixo por dia, sendo que aproximadamente 25% desse lixo é formado por papel e papelão, obviamente, as nossas caixinhas de leite estão incluídas nessa porcentagem. E segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) apenas 3% dos resíduos sólidos são reciclados.

São números tristes, sim. Mas você pode amenizar essa situação e ainda gerar uma renda todo mês fazendo artesanato com caixa de leite, transformando elas em luminárias, vasos, porta trecos e até mesmo bolsas.

Vantagens de fazer Artesanato com Caixa de Leite

A primeira vantagem é a economia para quem faz artesanato, já que é possível criar peças incríveis gastando pouco ou até nenhum dinheiro, apenas reaproveitando um material que antes iria para a lata de lixo, encontrando novas utilidades para ele no dia a dia seu e de muitas outras pessoas.

A segunda vantagem de fazer artesanato com caixas de leite é voltada para a preservação do planeta, pois, como uma caixa de leite demora 100 anos ou mais para se decompor e, em muitos casos, a sua reciclagem acaba sendo um pouco difícil por causa dos outros componentes presentes em sua construção como alumínio e filmes de polietileno, fazer artesanato com caixa de leite irá transformar o que era lixo em utilidade,

E uma última, mas não menos importante, vantagem é que você também estará contribuindo para amenizar os gastos de água e energia elétrica que são utilizados durante a reciclagem de caixas de leite. E tudo isso irá contribuir a sustentabilidade.

A memória faz parte da sua rotina, mas você já parou para pensar em como ela funciona e como melhorá-la?

Quem nunca teve um dia cheio de problemas no trabalho e, no final do expediente, esqueceu onde estacionou o carro? Ou não lembrava mais o nome da pessoa que acabou de conhecer? A função responsável por controlar essas ações é a memória e sim, ela também pode falhar. Essas atitudes são cada vez mais presentes no dia a dia de quem tem uma rotina atribulada e são mais comuns do que você pensa.

Melhorar a memória

O funcionamento da memória intriga cientistas há muito tempo. O primeiro estudo experimental sobre o assunto foi feita na segunda metade do século 19, em 1885, pelo alemão Hermann Ebbinghaus. O pesquisador realizou testes nele próprio para mostrar o funcionamento da memória e do esquecimento, sendo o pior nesta área. Desde então, a ciência se desenvolveu muito e encontrou respostas para o que, até então, não era possível explicar.

Afinal, o que é a memória?

Os neurônios são considerados elementos chave na memorização porque gravam os eventos da vida através de conexões ocorrentes entre as células, chamadas sinapses. Essas células são permanentes e têm pouca capacidade de regeneração, mas sua constância ao longo do tempo permite a manutenção das memórias e conexões indispensáveis. Cada neurônio possui marcas de todas as emoções e aprendizados presenciados por toda a vida.

Segundo Bruno de Brito Antonio, professor do curso de psicologia da Universidade Anhembi Morumbi, “a memória pode ser definida como a habilidade de adquirir, reter e utilizar informações e conhecimentos”. Com ela, é possível lembrar, intencionalmente ou não, imagens e hábitos que foram aprendidos no passado. Com o desenvolvimento da ciência, pesquisadores detectaram diversos componentes ou tipos de memória que se articulam integralmente, formando uma espécie de rede.

O professor explica que ela pode ser dividida em duas partes básicas: á memória de curto prazo (MCP) e memória de longo prazo (MLP). Como o nome diz, a primeira tem duração curta, de poucos segundos, é utilizado quando tentamos decorar um número de telefone ou nome de uma pessoa. Eu processo ocorre na parte frontal do cérebro, chamada lóbulo pré-frontal. Já a segunda pode durar horas, dias e até anos, fazendo com que você lembre tanto de coisas que aconteceram ontem, quanto do que aconteceu na sua infância. O hipocampo organiza processos que envolvem a construção de boa parte dos tipos de informação para a MLP.

A MLP também é dividida em dois subtipos. A memória consciente, chamada de declarativa, é usada para tudo o que lembramos voluntariamente, como num fato ou um evento. A não – declarativa está relacionada á formação de hábitos e habilidades motoras, que aprendemos inconscientemente.

 Como ela funciona?

Thiago Cardoso Vale, professor auxiliar de neurologia da Faculdade de Medicinada Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), explica que, quando uma experiência sensorial é captada pelos órgãos do sentido, ela é transmitida a uma região cerebral chamada de área primária, responsável por interpretar aquele sentido. Em seguida, a informação sensorial passa para uma área secundária ou associativa, que a integra com as informações anteriores. Por fim, a informação chega a áreas terciárias, responsáveis por transformar o conjunto de fatos aprendidos em uma ação ou emoção

Segundo a médica doutora em neurologia Maria Teresa Castilho Garcia, para que a memorização ocorra, é preciso desenvolver processo neuroquímicos complexos, através de neurotransmissores cerebrais, que funcionam 24 horas por dia. “Esse processo ocorre em circuitos cerebrais, chamados circuitos límbicos, que envolvem várias estruturas específicas do cérebro, responsáveis pelo armazenamento de informações, como fatos  corriqueiros do dia a dia”, explica Maria Teresa.

Alterações constantes

Segundo o professor de psicologia, alterações no funcionamento da memória podem ocorrer em qualquer idade. Na infância, a criança pode apresentar déficit de atenção e hiperatividade. “A atenção é extremamente importante para a formação da memória de longo prazo”, explica Bruno. Já na fase adulta, a pessoa pode ter déficit de atenção por estresse, que geralmente vem acompanhado de uma alimentação ruim, sedentarismo e insônia, fatores que podem piorar o caso.

Na terceira idade, a preocupação é mais voltada para as doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson. “Há uma relação direta entre a incidência destas doenças e o aumento da idade”, conta o professor.

Bruno explica que é possível contornar as dificuldades de memória naturais no processo de envelhecimento. Em uma analogia, o professor compara o encéfalo com um músculo do braço. Se a pessoa engessa o braço por um mês, o músculo atrofia e fica mais fino. O encéfalo funciona mais ou menos do mesmo jeito. “É importante exercitar o encéfalo com atividades como leituras, palavras cruzadas, e quebra – cabeças”, conta Bruno. O convívio social também é de extrema relevância no processo.

O poder da repetição                                                                                                                                 

 Bruno conta que a memória está relacionada á sobrevivência de humanos e animais desde os primórdios. “Quando os humanos ainda moravam em cavernas, era importante eles saberem e lembrarem onde havia um ninho de cobras, um grupo inimigo ou árvores frutíferas e animais para caça”, acrescenta o professor. Claro que essa situação não acontece nos dias de hoje, mas a função é igualmente importante quando saímos do shopping center e precisamos encontrar onde estacionamentos o carro, por exemplo.

Maria Teresa explica que, para a memória se consolidar, é preciso um trabalho cerebral intenso. Ao longo do tempo, a memória se deteriora , além de o envelhecimento afetar a capacidade de armazenar informações.

Por isso, a repetição é uma forma importante de armazenar e consolidação da memória. ”Quanto mais repetimos uma tarefa ou estudamos determinado assunto, aquela informação se consolida”, conta a professora. Outras funções importantes são atenção e concentração, que, quando comprometidas, podem alterar significativamente a capacidade de memória de um dos indivíduos.

Aliados da boa memória

Thiago explica que existem evidências de que diversos componentes da dieta têm sido identificados como dotados de efeito cognitivo. Os polifenóis, antioxidantes encontrados em alimentos como chocolate, frutas roxas, vinho tinto, e chá verde, têm ação neuroprotetora, evitando que os neurônios sofram alguma inflamação causada por neurotoxinas. O professor aponta também os flavonoides, encontrados em chás, soja, frutas vermelhas, alho e outros alimentos, que possuem ação antioxidante para o cérebro.

Alimentos ricos em ômega – 3, como salmão, rúcula e óleo de soja, diminuem o risco da doença de Alzheimer. “Adicionalmente, um consumo adequado de vitaminas no idoso é essencial, porque a deficiência de vitaminas B12  é ácido fólico podem causar quadro demencial”, conta Thiago.

Segundo o professor, os exercícios físicos também são grandes aliados na manutenção da boa memória. “Qualquer atividade física regular está associada a uma melhora no desempenho cognitivo. Em particular, os regimes de exercícios aeróbicos, intercalados com métodos de resistência, produzem os maiores benefícios e podem até melhorar o desempenho sexual. Porém, somente exercitar seu corpo não vai lhe transformar em um gênio como Albert Einstein”, conclui.

a memória pode ser definida como a habilidade de adquirir, reter e utilizar informações e conhecimentos”.

Atitudes, vícios e alimentos podem interferir e dificultar o desempenho cerebral, além de causar problemas graves ao corpo.

Será que você está em dia com aquele que comanda praticamente tudo no seu cotidiano? Não, não é seu pai, irmão ou um amigo: é o seu cérebro! Responsável por grande parte de ações vitais para sua sobrevivência, ele também precisa de cuidados para auxiliar você quando necessário. Caso algumas medidas não sejam tomadas, as consequências podem prejudicar o bom desempenho deste órgão que é imprescindível para o ser humano.

De acordo com o neurologista Christian Muller, professor do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), alguns maus hábitos, como o uso de álcool, cigarro e outras drogas, surgem, geralmente, para se obter algum ganho ou prazer decorrente deles. “Realizar escolhas faz parte de toda nossa vida, más é necessário controlar os prazeres momentâneos e permitir uma felicidade mais genuína e duradoura na sequência”, afirma.

Práticas prejudicais

Com o passar dos anos, diversos hábitos se tornaram parte da rotina de um grande número de pessoas. Dentre esses fatores, podem ser citados o vício e a velocidade do mundo atual. “Como dano cerebral ou dano neuronal, dois dos mais importantes desencadeantes de lesão são as drogas ilícitas e o álcool”, cita Christian.

O professor também coloca nesta lista o isolamento em que vivem algumas pessoas, pois acredita-se que isso faça com que menos áreas cerebrais sejam ativadas e estimuladas. O uso indevido e em excesso de aparelhos eletrônicos, principalmente por parte das crianças, pode gerar alguns problemas, como dores de cabeça.

Como evitar ?

Falar em dano cerebral também quer dizer que neurônios foram prejudicados. Isso afeta diretamente funções básicas, como movimentos, sentidos, sentimentos e raciocínio. Para a médica neurologista Sônia Brucki, da Faculdade de Medicina de São Paulo (USP), é importante estar em dia não apenas com o cérebro, mas também com corpo.                               

 “A melhor forma de manter o cérebro bem é cuidando da saúde de um modo geral e mantendo atividade intelectual. É necessário evitar o estresse crônico e deve-se pensar sempre no ganho na qualidade de vida e na manutenção de uma boa cognição”, aponta a neurologista.

E a alimentação?

Um fator que interfere diretamente na saúde é a alimentação. Com o cérebro não é diferente. Ele depende de alimentos saudáveis, pois irão contribuir para seu funcionamento natural. Segunda a nutricionista funcional Carla Cotta, parceira do Sítio de Moinho, cuidar das refeições é essencial para um bom desempenho do cérebro.

Carla afirma que é importante escolher bem o lugar no qual se realiza uma refeição, mas isso esbarra na correria do dia – a  – dia. “A maior dificuldade é enxergar no consumo de alimentos prontos e industrializados, chamados de ‘alimentos práticos’”, explica a especialista”.

“A melhor forma de manter o cérebro bem é cuidando da saúde de um modo geral e mantendo atividade intelectual. É necessário evitar o estresse crônico e deve – se pensar sempre no ganho na qualidade de vida e na manutenção de uma boa cognição”.